
O futuro do trabalho já começou, e ele chegou acompanhado de uma contradição: nunca tivemos tantas ferramentas para produzir mais em menos tempo, e nunca se falou tanto em esgotamento, desconexão e perda de sentido.
A ciência da felicidade oferece dados que contrariam a intuição corrente. Pessoas satisfeitas não são apenas mais felizes: são mais produtivas, mais criativas, adoecem menos e permanecem mais tempo nas organizações. O bem-estar deixou de ser benefício e passou a ser condição de desempenho sustentável.
Ao mesmo tempo, a inteligência artificial redesenha funções e exige uma resposta honesta sobre o que permanece humano no trabalho: julgamento, escuta, cuidado, capacidade de criar vínculo e de dar sentido àquilo que se faz.
Reunindo perspectivas da gestão, da psicologia organizacional e da inovação, o painel trata da felicidade corporativa como estratégia, dos limites entre eficiência e exaustão, do papel da liderança na cultura de uma equipe e dos caminhos para que a tecnologia amplie a capacidade humana em vez de substituí-la.