
Receberemos Anaiara Ventura, jornalista, educadora ambiental e monitora de Ikebana Sanguetsu. Migrou de uma cidade urbana para outra rural, com cerca de 7.500 habitantes, em busca de qualidade de vida e pela presença de um dos maiores remanescentes da Mata Atlântica, onde vive com a família. Atua como terapeuta holística e está em formação nas áreas de comportamento e personalidade humana e de psique feminina de base junguiana, realizando vivências com mulheres e plantas. Integra o coletivo As Sonhadoras, a Feira das Mulheres do Vale de Maquiné, o Projeto de Educação Ecofeminista de Abya Yala e o Movimento de Mulheres Camponesas. É autora do livro documental "Mulheres, Plantas e Luta: Histórias da Farmacinha Comunitária Filhas da Esperança" (2025) e agente governamental territorial da educação do campo, das águas e das florestas.
Re-existir é mais do que resistir. Resistir é suportar o que vem de fora. Re-existir é renascer para continuar existindo, refazer-se por dentro, encontrar outra forma de estar no mundo quando a anterior deixou de fazer sentido. É o que acontece quando alguém decide mudar de vida, de território ou de ritmo, e descobre que o bem-estar não vinha do que tinha, mas do vínculo com a terra, com as plantas, com as outras pessoas e consigo mesma.
Nesta conversa, Anaiara Ventura fala do bem-estar que nasce dessa renovação. Aborda a escolha de trocar a cidade pelo campo em busca de qualidade de vida, o saber das plantas e das mulheres que o guardam, a força dos coletivos e das redes comunitárias como forma de cuidado, e a ligação entre saúde humana e saúde da terra, que é uma só. Uma conversa para quem sente que precisa recomeçar, para quem busca uma relação mais viva com a natureza e para quem entende que renascer não é apagar o que veio antes, mas continuar de outro jeito.