
Eixos Autocuidado, Bem-Estar e Conexão · Trilha Cuidar
Existe uma pergunta que atravessa esta mesa-redonda: por que tantas mulheres cuidam de todos e deixam o próprio corpo por último?
Para a mulher africana, no continente ou na diáspora, essa pergunta ganha camadas próprias. Há a rotina de trabalho e de casa que ocupa o dia inteiro. Há a distância dos seus e a ausência da rede que antes dividia as tarefas. Há padrões culturais sobre o corpo feminino que nem sempre conversam com os modelos de academia que se vê por aí. E há, muitas vezes, a sensação de que exercício físico é luxo de quem tem tempo.
Sob a condução de Fátima Moniz, esta mesa-redonda propõe outro caminho. O movimento como direito e não como vaidade. A prática física como prevenção real de hipertensão, diabetes, dores crônicas e sobrecarga mental. E, sobretudo, o exercício como espaço de interação, porque o grupo que caminha, dança ou treina junto cria vínculo, e o vínculo é em si um fator de proteção da saúde.
Uma conversa sobre corpo, cultura e comunidade, para mulheres de todas as idades e de todos os níveis de condicionamento.